Voo Atenas – Tóquio
09:56 AM
O jato da Fundação Graad cortava os céus com precisão implacável, reduzindo a viagem a meras horas. Mas para os dois passageiros confinados na cabine estreita, cada minuto parecia se arrastar como uma eternidade.
Scully mantinha os olhos baixos nos relatórios que segurava, tentando manter o foco no trabalho. Mas os números e palavras dançavam na página, sua mente recusava-se a se fixar em qualquer coisa concreta.
Kanon, ao lado, tinha os olhos presos em um documento, mas não lia uma única linha. Havia um certo peso no ar. Algo pulsava entre eles, algo que Scully não conseguia nomear, mas sentia. Ela sentia em cada fio de cabelo se arrepiando, na pele que parecia quente demais. No peso do olhar dele, que, mesmo quando desviado, queimava.
Ela passou a língua pelos lábios, sem perceber. Foi quando se mexeu, tentando se acomodar melhor, que o antebraço dela roçou no dele.
Kanon ficou completamente imóvel. Scully sentiu o arrepio subir por sua espinha antes mesmo de ter consciência do que estava acontecendo.
Ela virou o rosto para ele. Ele já estava olhando. Os olhos azuis de Kanon eram fundos demais. Intensos demais. E agora estavam fixos nela como se...
Como se ele estivesse prestes a fazer algo que não deveria.
Ela queria falar alguma coisa, qualquer coisa para romper aquele momento antes que algo escapasse por entre os dedos. Mas então...
O ar mudou.
Denso.
Pesado.
O corpo dela ficou mole de repente. O estômago despencou como se estivesse caindo de uma altura absurda, a visão ficou enevoada, os membros formigando. A respiração dela falhou uma fração.
Kanon percebeu no mesmo instante.
"Agente Scully?"
Os olhos dela estavam entreabertos, turvos. Ela tentou responder, mas sua boca parecia incapaz de formar palavras.
"Droga." A mão dele subiu automaticamente para segurar seu rosto. O toque foi quente. Firme. "Scully, olha pra mim."
Os olhos dela se fixaram nele por um segundo. Um segundo a mais do que deveria. E naquele momento, não havia nada mais no universo além deles dois. A respiração dela saiu entrecortada, a dele também.
O toque do polegar de Kanon deslizou levemente pela pele do rosto dela.
A pele dela se arrepiou. Ela prendeu o ar.
Ele inclinou-se um pouco mais.
A boca dela estava perto. Perto demais.
– Droga...
A mente dele gritava para parar, mas seu corpo queria mais. A respiração quente de Scully roçou contra a dele. O sangue dele ferveu. E então...
Ela apagou.
O corpo dela ficou completamente mole contra o assento.
Kanon praguejou. – Que merda foi essa?!
Ele segurou o rosto dela, alarmado. Sua pele ainda estava quente, mas os músculos estavam soltos, os olhos fechados, a respiração profunda. Checou pelos sinais vitais, ela não estava desacordada, estava sedada.
O cosmo dele. O maldito cosmo de defesa!
Kanon se recostou no assento, passando a mão pelos cabelos. A defesa que construiu com Camus, que deveria impedir Poseidon de avançar sobre sua mente e suas vontades, que deveria mantê-lo seguro—
Simplesmente apagou Scully.
Ele cerrou os dentes. Isso não deveria estar acontecendo. O peito dele subia e descia com força, o corpo ainda fervendo com o que quase aconteceu.
E então, como se tivesse apenas esperado o momento certo, a voz dele veio.
– Fraco.
Kanon congelou. Um arrepio frio percorreu sua espinha.
Não. Não aqui.
– Você se encolhe como um menino que nunca teve uma mulher nas mãos. Patético.
"Cala a boca." A resposta veio entre dentes cerrados, os punhos apertados sobre as pernas.
– Você a quer. Eu a quero. Mas apenas um de nós tem coragem de tomá-la.
"Cala. A. Boca."
Seu próprio cosmo pulsou forte dentro dele, em repúdio. Ele tentou afastar a voz, o sussurro maldito que rastejava em sua mente desde que sentiu aquela energia transbordar dela.
Poseidon sentiu. E agora, o maldito ria dele.
Kanon abriu os olhos, voltando a encarar Scully. Ela estava ali. A centímetros dele. Tão perto, tão vulnerável. Ela dormia profundamente, os lábios levemente entreabertos, a respiração tranquila. E a tentação era um inferno.
– Eu sei o que ela faz com você. Você sente o chamado. Está no seu sangue, está nela. Você e eu... somos um só.
A raiva subiu violenta em sua garganta. Ele se inclinou para frente, os cotovelos nos joelhos, respirando pesadamente. Ele não podia fazer isso.
A sua frente, Scully continuava imóvel. Se ela estivesse acordada... teria recuado? Ou teria se entregado?
A resposta, ele não sabia.
Mas Poseidon sabia. E por isso ele ria.
– Você sabe o que acontecerá quando ela acordar. Ela queimará por mim. Sempre por mim.
Kanon fechou os olhos com força. Maldito arrogante.
"E se não for só por você?"
A pergunta veio antes que pudesse conter. E o silêncio depois dela foi mais ensurdecedor do que qualquer riso.
Porque Poseidon não respondeu.
O cavaleiro de Gêmeos recostou-se no assento novamente, ainda de olhos fechados. Sua respiração agora estava mais calma, mais controlada. Mas dentro dele, ele sabia.
Ele sabia que Poseidon ouviu. Ele sabia que, naquele momento...
Ele também quis saber a resposta.
xXx
O quarto estava mergulhado em silêncio. A luz do sol filtrava-se pelos vitrais altos, espalhando tons dourados sobre o chão de mármore, mas nada suavizava a atmosfera densa que pairava no ar.
Saga sentia o próprio corpo pesado contra os lençóis de linho, o cansaço ainda se arrastando por cada músculo. A projeção astral o drenara além do esperado, mas não era isso que o mantinha imóvel.
Ele sentia a presença dela.
Mesmo de olhos fechados, o cosmo de Saori pulsava no espaço entre eles, curativo, mas intrusivo, suave, mas impossível de ignorar. Era como um véu que o envolvia, sem pedir permissão. Ela não deveria estar tão próxima. Mas estava.
Quando finalmente abriu os olhos, o impacto veio como um golpe seco no peito.
Ela estava sentada na borda da cama, o vestido lilás esparramando-se em suaves ondas sobre as pernas cruzadas. As mãos delicadas repousavam nos joelhos, mas havia uma tensão ali, como se seus dedos estivessem prestes a se fechar, como se estivesse segurando algo invisível dentro de si.
Os olhos dela encontraram os dele.
Saga se obrigou a não reagir. Não poderia.
"Você deveria descansar, Saori." Sua voz saiu baixa, arrastada, e ele amaldiçoou o cansaço por deixá-lo tão vulnerável.
"Você também." A resposta veio rápida, sem hesitação. Mas ele percebeu o peso nas palavras dela.
Saga desviou o olhar para o teto, tentando recuperar o controle. Ele não deveria olhá-la por muito tempo. Mas era difícil. Porque sabia o que encontraria ali.
"Você está melhor?" a voz dela veio hesitante.
Ele fechou os olhos por um breve instante antes de responder.
"Estou vivo."
Saori baixou os olhos, inspirando fundo.
"Eu pensei que fosse te perder."
O peito de Saga apertou. Ela não deveria dizer essas coisas.
Ele virou o rosto, focando na janela aberta. Lá fora, o céu era azul, imenso, indiferente ao peso que carregava dentro de si. Ela não era mais uma criança.
Mas para ele, deveria ser. O que sentia agora não tinha nada a ver com devoção. Era humano.
E era inaceitável.
O silêncio entre eles era grosso, carregado. Quando finalmente teve coragem de olhá-la novamente, encontrou seus olhos fixos nele. Um segundo a mais do que deveria.
Saga perdeu o controle por um instante. Foi pequeno. Minúsculo. Mas foi.
Seus dedos se moveram. Nada além de um toque. Um roçar imperceptível na ponta dos dedos dela.
Mas ele sentiu.
E pior, ela também sentiu.
Saori congelou. A respiração dela ficou presa na garganta, os olhos arregalando-se por um momento. O arrepio que percorreu seu corpo não teve nada a ver com frio.
Saga sentiu a pele quente contra a dele e, por um fragmento de segundo, não se afastou. Mas então a realidade veio como uma lâmina.
Ele piscou, como se só naquele instante percebesse o que havia feito. E recuou.
Silêncio.
O ar parecia espesso demais entre eles. O sangue latejava em seus ouvidos. Nunca deveria ter feito aquilo.
Ela nunca deveria ter sentido.
Saori levantou-se abruptamente.
"Eu… vou pedir que tragam algo para você comer."
A voz dela era baixa, controlada. Mas ele percebeu o tremor.
Ela saiu antes que ele pudesse impedi-la.
Saga fechou os olhos, soltando o ar que nem sabia que estava prendendo. Levou uma mão ao rosto, os dedos pressionando as têmporas. Seu peito subia e descia, como se estivesse saindo de uma batalha.
E então, em um sussurro quase inaudível, ele murmurou para o nada:
"Atena me perdoe."
xXx
Santuário – Casa de Leão
Atenas – Grécia
10:15 AM
"Aiolia, isso não é só desejo."
A afirmação de Camus cortou o silêncio da Casa de Leão como uma lâmina afiada.
Aiolia, que estava recostado contra uma das colunas, franziu a testa. Os braços ainda estavam cruzados, mas sua expressão antes relaxada se fechou.
"Espera aí. Está dizendo que Kanon e a agente Scully... mas já?"
Camus inclinou a cabeça levemente, os olhos azuis gélidos transparecendo desaprovação. Mas Aiolia não tinha os mesmos pudores que ele.
"Foco, Leão." A voz de Camus era fria. "Não é só um desses flertes do Kanon. Isso é muito mais sério."
Dessa vez, Aiolia levou a conversa a sério. Sua postura mudou. Camus não era do tipo que dramatizava nada. Se ele estava ali, era porque havia algo muito errado.
"Ok, explique."
Camus respirou fundo. Ele não gostava de especular. Mas o que sentiu na noite anterior, e depois o que viu de Kanon na Ágora… não poderia ser ignorado.
"Eu fui buscar o Kanon porque senti... diabos, era -Ele."
Aiolia empalideceu.
"É o quê?" A voz saiu mais baixa. Se Camus estava sugerindo o que ele achava que estava...
Camus passou a língua pelos lábios, hesitante. Mas ele precisava dizer.
"Estou te dizendo, precisei intervir. Kanon... ele estava perturbado demais. Ele nunca admitiria, mas estava no limite." Ele olhou diretamente para Aiolia. "E não era só por desejo."
O ar pareceu pesar.
Aiolia arqueou uma sobrancelha, tentando digerir aquilo.
"E além d'Ele..." Aiolia pausou, escolhendo as palavras com cautela. "Você acha que há algo… maior envolvido?"
Camus assentiu lentamente.
"O desejo que -Ele- sente é real. O de Kanon também. Mas não vem apenas deles. Eles estão sendo puxados para ela."
Aiolia piscou. – O quê?
"Espera." Ele estreitou os olhos. "Está insinuando que algo… está influenciando os dois?"
Camus balançou a cabeça.
"Não os dois." Sua voz ficou mais baixa. "Ela."
O silêncio caiu como uma pedra.
Aiolia absorveu a informação. Cada fibra do seu ser rejeitava aquilo. Mas era Camus quem estava falando. Camus.
Ele passou a mão pelos cabelos, bufando. "Está dizendo que há algo nela que os atrai?"
Camus sustentou o olhar. "Algo que pode ser maior do que nós dois compreendemos."
O cavaleiro de Leão sentiu um arrepio incômodo percorrer sua espinha. Não pode ser coincidência.
"Primeiro a substância da vacina, agora isso..." Aiolia murmurou.
Camus estreitou os olhos. "Nada aqui acontece por coincidência, já reparou, mon ami?"
Aiolia engoliu em seco.
"Me pergunto se o agente Mulder também não está sendo atraído pela mesma coisa..." Camus refletiu em voz alta.
Aiolia travou. Ele olhou para Camus, e pela primeira vez, o peso daquela conversa o atingiu por completo.
Se Mulder também estava sendo puxado, então... o que diabos estava acontecendo com Dana Scully?
"Camus..." Aiolia hesitou. "Você está dizendo que..."
"Eu não sei." Camus cortou, impaciente consigo mesmo. "Não estou afirmando nada. Só..." Ele suspirou, esfregando as têmporas. "Só que alguma coisa está conectando essas peças. E não gosto do que estou enxergando."
O silêncio ficou denso.
"Precisamos ficar atentos."
Camus apenas assentiu.
xXx
Santuário – Casa de Touro
Atenas – Grécia
07:32 PM
Sem ter muito o que fazer enquanto a verdadeira ação acontecia no Japão, a intenção era distrair Mulder, beber e esquecer a vida. Na verdade, era bem típico daquela turma: o mundo se acabando e eles querendo se acabar primeiro.
Já viram tanta coisa... o que era mais uma catástrofe divina – ou extraterrestre?
Aldebaran já estava lá, mantendo um olho paternal na bagunça, como um pastor cercado por um bando de ovelhas bêbadas e emocionalmente instáveis.
Milo e Máscara de Morte foram os fornecedores oficiais da farra, chegando com vinho de jarra da Vila de Rodoria, uma garrafa de destilado misterioso que ninguém perguntou a origem e o tradicional discurso de "tem que beber pra esquecer ".
Shura foi arrastado porque, afinal, alguém tinha que cuidar do Peixes.
E Afrodite estava ali porque não tinha pra onde fugir.
Camus, claro, sequer cogitou aparecer.
Aiolia? Preferiu dormir.
E Mulder?
Bom… Mulder só queria um buraco pra enfiar a cara e nunca mais sair.
Quando, em toda sua vida, imaginou que um dia passaria por algo assim?
O agente suspirou, apoiando o rosto na mão.
"Então, espera aí." Máscara passou a mão pelo rosto. "Vocês ficaram ANOS juntos e... nada? Niente?"
Mulder bufou, exausto. "Eu abro meu coração..." deixou escapar um soluço involuntário, a quantidade considerável de bebida já se pronunciando "...e é nisso que você se fixou?"
"Desculpe, mas é a parte mais inacreditável." Milo girou o copo nos dedos. "Cara, eu já te falei que isso faz um mal..."
"Isso é..." Máscara virou o copo em um gesto de livramento "...cruzes!"
Shura arqueou uma sobrancelha. "Que é isso, carcamano, por que tanto drama?"
Máscara riu. "Porque é ABSURDO, Capricórnio. Isso é contra as leis da natureza."
Afrodite revirou os olhos. "A única coisa absurda aqui é o tamanho da sua babaquice, Câncer."
Máscara bufou, apontando para ele. "AH PRONTO. Lá vem ele, todo certinho... quem não te conhece que te compre, Peixes."
"E lá vem você com sua visão limitada da vida." Peixes retrucou, desviando o olhar como se nem valesse o esforço.
Aldebaran riu alto, tentando dissipar os ânimos mais alterados. "Se bem que vocês podiam levantar uma questão válida."
Todos olharam para ele.
"Como assim?" Milo franziu a testa.
Aldebaran encostou no encosto da cadeira. "Talvez essa temporada forçada aqui no Santuário esteja complicando mais a vida do agente Mulder."
Mulder se ajeitou na cadeira. "Do que você tá falando?"
"Talvez lá na sua terra você pelo menos lidava com isso dentro de um contexto. Agora, aqui? Você tá dentro de um espaço onde o impossível acontece, onde não tem escape." Ele inclinou a cabeça. "Isso aqui pode estar amplificando tudo."
Mulder considerou a ideia por um momento.
Milo estreitou os olhos. "Agora você tá dizendo que o Santuário tá fazendo o agente ter uma crise?"
"Eu tô dizendo que ele está confinado num lugar onde tudo parece mais intenso." Aldebaran tomou um gole. "E onde ele está preso com a mulher que quer e pensa que não pode."
"Ah." Máscara riu. "Então, dava pra resolver esse problema até que fácil, hein..."
Afrodite virou para ele devagar. "…o quê?"
Shura se escondeu atrás do copo, embaraçado. "Máscara, pelo amor da deusa…"
"O que foi? É a solução lógica."
Afrodite pousou a taça na mesa com força.
"Eu realmente espero que você tenha falado isso apenas para provocar."
Máscara franziu o cenho. "Do que você tá falando?"
"Eu estou falando que se você acha que a solução para o problema de um homem é simplesmente transar com qualquer uma, então você não entendeu NADA sobre o que está acontecendo aqui."
Mulder levantou um dedo, tentando sair da situação. "Agradeço a preocupação, mas eu não preciso…"
"Claro que precisa." Máscara cortou. "Você vai acabar tendo uma síncope..."
"Meu problema não se resolve desse jeito." O agente falou com um pouco mais de convicção.
Máscara bufou. "Se o seu problema é falta de sexo, isso não é um problema, é uma escolha."
"Se fosse só isso, imbecil…" Afrodite sibilou.
Máscara arqueou uma sobrancelha. "O que é, criatura? Tá se incomodando demais, qual o problema?"
Afrodite se inclinou na cadeira, os olhos azuis brilhando com algo perigoso. "O fato de você reduzir tudo a isso. Como se relações humanas fossem apenas instintos básicos."
Máscara apertou os lábios, e algo mudou em sua expressão. Ele riu, mas foi uma risada sem humor.
"É engraçado você dizer isso." Ele tomou um gole do vinho direto da taça de Peixes. "Porque eu nunca te vi se importar tanto assim com o que alguém sente."
A provocação foi sutil, mas Shura percebeu.
E então, o olhar de Peixes se afilou.
Antes que ele pudesse soltar a próxima facada, Milo se atravessou na mesa para pegar mais uma garrafa.
"Opa, desculpa..." Derramou um pouco de vinho tentando acertar a taça de Afrodite.
Foi bom para disfarçar, mas Peixes se levantou.
Todos acompanharam com os olhos, que depois voltaram para Máscara.
O cavaleiro italiano soltou um grunhido irritado e saiu atrás.
Quando a porta bateu, o silêncio na mesa durou uns bons segundos antes de Milo soltar um assobio.
"Rapaz… isso ainda vai dar merda."
Mulder arqueou uma sobrancelha. "Isso?" Ele apontou para a porta. "Acha que já não deu?"
Shura suspirou. "Isso aqui é o perfeito exemplo de como NÃO lidar com sentimentos."
Milo ergueu a taça. "Um brinde ao desastre romântico de Máscara de Morte."
Aldebaran sorriu. "E ao desastre emocional de Mulder."
Mulder bufou. "Vocês tão mesmo fazendo um brinde ao meu sofrimento?"
Riram, muito porque não tinha mesmo o que fazer naquele momento.
TO BE CONTINUED...
