2. Sinal
Dias depois…
— Que meleca de chuva, porcaria! — xinguei irritado correndo pela calçada.
Estava atrasado para uma reunião super importante que tinha e estava um trânsito infernal, maldita hora que tive a brilhante ideia de estacionar o carro em uma vaga e sair correndo para chegar mais rápido, na metade do caminho começou a cair uma chuva forte do nada.
Vi uma cafeteria do outro lado da rua, a chuva com certeza não iria parar e decidi me abrigar ali. Mandei uma mensagem para Emmett, avisando do meu atraso.
Aproveitei o sinal fechado e atravessei a pista correndo, uma mulher também correu segurando um guarda chuva amarelo, que parecia não protegê-la de nada.
Eu gritei chamando sua atenção, mas tudo aconteceu rápido demais. Um trovão soou no céu na mesma hora que nossos corpos se chocaram e nos desequilibramos. Tentei segurá-la para não cair ao chão, porém a perna dela escorregou, ela soltou o guarda-chuva que voou e me segurou enquanto nós tentávamos nos equilibrar.
Porém a chuva e o vento ficaram mais fortes, encarei seus olhos castanhos se arregalando ao me ver enquanto caímos no meio da faixa, seu corpo por cima de mim. Seu rosto veio em minha direção e o impacto dos nossos corpos fez nossos lábios se tocarem em um selinho.
Meus olhos se arregalaram.
Que porcaria!
— Ah meu Deus! Me desculpa, me desculpa — repetiu parecendo desesperada.
Se eu não tivesse com tanta raiva teria notado como era bonita, os cabelos castanhos compridos, o nariz levemente arrebitado, os cílios longos, a sobrancelha bem feita, suas bochechas adquirindo um tom avermelhado e os lábios que pareciam formar um coração, eram macios e quentes, parecia até haver algumas sardas em seu rosto.
Tive a leve impressão de que a conhecia, mas não consegui me lembrar de onde.
Não conseguia acreditar que havia beijado uma mulher daquela forma.
— Que merda, você não sabe olhar para onde anda? E ainda nos fez cair assim.
— Eu só estava querendo fugir da chuva, sinto muito.
— Parabéns! Agora estamos nós dois encharcados!
Seus olhos mudaram de envergonhados para hostis, alguns fios de cabelo caíram em seu rosto molhado.
— Ei, a culpa não é toda minha, você podia ter desviado — retrucou irritada.
— Ah claro! O errado era eu, não vou você! — meu tom soou bem irônico.
Seu rosto ficou ainda mais vermelho e percebi que ficou com mais raiva. Não sei porque senti uma sensação estranha percorrer meu corpo. Ela seria uma mulher que chamaria minha atenção, se eu não tivesse decidido nunca mais me relacionar com alguém.
— Quem você pensa que é, hein? Você que correu para cima de mim igual um brutamontes!
— Eu estava andando normal, você que não olha para onde anda!
Ela ia retrucar, mas buzinas foram ouvidas.
Só então percebi que ainda estávamos deitados no meio da faixa de pedestre na pista, ela em cima de mim, a chuva ainda caía nos molhando.
A mulher misteriosa olhou para mim e para suas mãos que estavam apoiadas em meu peito.
— Dá para sair de cima de mim?
— Como se eu quisesse ficar em cima de você — revirou os olhos, se apoiando de uma forma estranha para ficar em pé.
Eu balancei a cabeça também me levantando.
Corri para onde estava indo e os carros começaram a passar.
— Ei, espera aí,você me deve um guarda-chuva! — gritou e só então percebi que tínhamos corrido para lados opostos e ela acenava com a mão.
Eu a ignorei e virei as costas, andando para longe dela.
Esperava nunca mais ver essa linda mulher na minha vida.
…
— Eita poxa, chefe! Está todo molhado — Emmett se levantou assim que me viu chegando.
— Não me diga, gênio — entrei em meu escritório e abri o armário que estava um terno reserva.
Comecei a tirar o paletó e a gravata.
— Já estão todos aí da reunião?
— Sim, eu avisei que estava chegando.
— Peça desculpas e avise, que em 10 minutos estarei lá — falei desabotoando minha blusa.
Emmett assentiu e saiu fechando a porta.
Eu troquei minha roupa, voltando a ficar lindo e cheiroso.
— Desculpem o atraso — entrei na sala de reuniões pronto para começar mais um dia de trabalho.
…
— Não acredito que você conseguiu convencer os franceses a fechar o acordo com a gente — Charlie entrou dentro do meu escritório atrás de mim, assim que acabou a reunião. — Sabe que fiquei mais de meses tentando negociar com eles.
— Bem, foi fácil conseguir isso, deveria me dar algo mais difícil da próxima vez — dei de ombros.
Ele balançou a cabeça e colocou a mão em meu ombro.
— Carlisle vai ficar feliz quando souber disso. Você está se tornando um excelente CEO, Edward.
Eu sorri, sentia falta de meus pais, já tinha mais de um mês que não nos víamos. Sabia que Mia também estava com saudade dos avós e precisava organizar uma visita logo.
— Obrigado, aprendi muito bem com o senhor e o papai.
— Mais comigo do que com seu pai, fala sério.
Nós rimos.
— E onde está sua filha? Já não era para ela ter chegado?
— Ela chegou tem dois dias, estava arrumando sua mudança no apartamento.
— Não quis morar com você?
— Não, preferiu ficar sozinha e eu respeitei. Ela ia vim para reunião mais cedo, mas disse que teve um pequeno acidente…
Seu telefone tocou.
— Ah, o timing perfeito. — Colocou o celular na orelha: — Oi querida, está aí embaixo? Pois suba, estou aqui com Edward te esperando.
Eu respirei fundo me preparando para rever Bella.
— Vamos esperá-la lá fora.
Dei de ombros e o segui para fora, Emmett estava na mesa em frente a minha sala. Fiz um gesto que não precisava me seguir.
Paramos em frente ao elevador. O telefone dele tocou de novo.
— Ai merda! Preciso atender essa ligação já volto — saiu com o telefone na orelha.
Balancei a cabeça, pelo jeito teria que receber Bella sozinho.
Tudo pareceu acontecer em câmera lenta. Os números do painel do elevador mudando, ele parando no andar, o alerta sonoro, a porta deslizando e abrindo e meus olhos se encontrando com um par de olhos castanhos.
Eu não sei o que estava esperando ver ali, mas com certeza não era aquela mulher.
Ela estava com uma roupa diferente de mais cedo. Usava uma calça preta um pouco larga, uma blusinha que marcava um pouco seus seios com um casaco por cima. Seus cabelos estavam seco e pareciam um tom de castanho arruivado.
— O que está fazendo aqui?
A mulher saiu de dentro e percebi que andava de uma forma um pouco diferente, parecendo mancar um pouco. Ficou dois passos de mim, naquele momento no claro e sem chuva, percebi que era ainda mais bonita do que tinha notado. Seus grandes olhos castanhos pareciam quentes, não de um jeito sexual, mas daquele jeito que nos aquecia em um dia frio e as pequenas sardas em seu rosto apenas realçavam ainda mais sua beleza.
Mas que diabos eu estava pensando?
— Vim cobrar o guarda-chuva que está me devendo — arqueou sua sobrancelha para mim.
Eu dei uma risada falsa e ácida.
— Eu que estraguei meu terno, sabe quanto custa um sob medida? Com certeza mais que seu precioso guarda chuva — rebati.
— Isso não importa, eu tinha acabado de comprá-lo. E com certeza você deve ter milhões desses ternos pretos em casa.
Estreitei meus olhos, a observando com atenção... da onde eu a conhecia?
— Você tá me perseguindo?
Dessa vez ela riu, uma risada verdadeira e cheia de vida, muito ao contrário da minha. Eu estava perdendo alguma piada e não gostei disso.
Trinquei meus dentes irritado.
— Por que eu perseguiria você?
Eu poderia listar mil motivos, qual seria o dela?
— O que quer aqui? Como passou pela segurança?
Ela abriu a boca para responder, mas no mesmo instante Charlie apareceu.
— Ah Bella querida, você está aqui.
Ela riu o abraçando.
Demorou alguns segundos para perceber o que estava bem diante dos meus olhos.
Cacilda! Aquela era Bella?
Com certeza não era nada parecida com a menina que eu me lembrava.
E que merda! Nós tínhamos nos beijado! Um beijo acidental, mas ainda assim um beijo. Charlie nunca poderia sonhar com isso, ele com certeza comeria meu fígado.
— Oi, papai! Desculpa não ter vindo mais cedo, acabei me molhando na chuva e tive que voltar para trocar de roupa.
— Ah tudo bem querida, esse é o Edward, você se lembra dele, não é?
— Ah sim, é bom revê-lo, senhor Cullen — estendeu a mão pequena.
Não sei porque o senhor Cullen ecoou em meus ouvidos, sua voz aveludada e mansa. Bem ao contrário do tom provocativo de segundos atrás.
— É bom vê-la de novo, senhorita Swan — coloquei minha mão na sua e aquela sensação estranha voltou.
Sua mão era pequena, mas macia e quente, assim como seus lábios mais cedo. Eu a soltei rápido e coloquei minha mão no bolso.
Por que estava tendo aqueles pensamentos com a filha do meu padrinho?
— Ah, que formalidade toda é essa!? Vocês são quase irmãos. Edward está ansioso para trabalhar com você, querida. Vou te mostrar onde vai ficar.
Ele saiu a puxando, Bella andava ao seu lado arrastando a perna esquerda. Naquele momento entendi porque alguns de seus gestos e porque ela podia ter se desequilibrado mais cedo. Olhei para suas pernas, mas não parecia ter nada de diferente ali.
Eu era um babaca.
Respirei fundo e os segui.
…
— Pai, eu não acho que seja necessário — Bella falou quando nós dois observamos dois homens colocando uma mesa no canto dentro do meu escritório.
— É claro que precisa, assim ficará muito mais fácil você observar Edward.
— Mas ele pode querer privacidade, eu não quero atrapalhar.
— Está tudo bem, podemos dar um jeito depois — falei apenas, sabendo que não adiantaria me opor contra aquilo.
Charlie parecia tão animado como há muito tempo não via, eu não queria desanimá-lo.
— Viu está tudo certo, Emmett não vai ficar com ciúmes vai? — Encarei meu secretário que estava com um leve ar divertido.
— Com certeza não. Na verdade, acho que meu trabalho vai diminuir, então estou muito feliz. Vai ser um prazer trabalhar com você, Bella.
Contive o revirar de olhos.
Bella sorriu para ele, suas bochechas adquirindo um tom avermelhado.
Era só o que me faltava, esses dois terem alguma coisa.
— Vai ser um prazer para mim, trabalhar aqui — Bella respondeu me encarando e piscando seus olhos com um ar angelical.
Senti um frio na barriga.
Por que de repente parecia que ela estava querendo algo mais ali?
Bella não ficou ali muito tempo, iria começar para valer só na outra semana, Charlie a levou para conhecer a empresa e fiquei trabalhando, mas não consegui escapar de um jantar com eles.
…
— Papai, por que eu não posso ir? — Mia me perguntou com um biquinho em seus lábios.
— Querida, é um jantar de adultos e já está quase na hora da senhorita ir dormir.
— Mas eu queria conhecer a filha do vovô Charlie.
Eu sorri, depois que meus pais se mudaram para o interior, ela ficou ainda mais próxima de Charlie e ambos tinham realmente um carinho de avô e neta.
— Eu sei querida, depois nós marcamos um dia para você conhecê-la?
Ela suspirou.
— Tudo bem, posso ficar assistindo desenho?
— É claro que pode, mas tem que ir dormir na hora e se comportar com Maria.
— Não se preocupe, Edward. Eu vou cuidar bem dela — Maria apareceu falando.
— Eu sei que vai.
Me despedi da minha princesa.
— Amanhã podemos ir passear na no parque, papai?
— Claro que sim, mas só se se comportar.
— Eba! Prometo que vou ficar comportadinha.
Eu ri e beijei seu rostinho antes de sair.
…
O restaurante parecia cheio do lado de fora, entrei nele indo até a recepção.
Um casal falava com a recepcionista e uma mulher estava logo atrás, sozinha. Não pude não reparar nela. Seu cabelo estava de lado e não podia ver seu rosto, mas ela parecia bonita.
Eu não me relacionaria com ninguém de novo, mas era homem e não estava morto.
E afinal nem me lembrava a última vez que tive algo com alguém.
O vestido marcava suas costas e principalmente seu quadril, sua bunda era cheia e perfeita para um tapa. O que eu estava pensando?
Não. Eu não podia deixar isso acontecer. Nunca mais me relacionaria com ninguém.
Mas ao olhar para suas pernas eu percebi a diferença. No lugar onde deveria ter sua perna esquerda, estava uma mecânica, então eu percebi que só poderia ser uma mulher.
Bella.
Passei o dia curioso sobre sua perna. Ela tinha se mudado depois do acidente com a mãe para a Inglaterra, que achou que lá ela teria melhores condições de ajudar a filha, pois tinha um centro médico de adaptação que era referência mundial para amputados.
Eu fiquei atrás dela em silêncio.
O casal saiu em direção à área de espera. E Bella deu um passo à frente.
— Boa noite, senhorita tem reserva? — a hostess perguntou educada.
— Boa noite. Sim, está no nome de Charlie Swan.
Decidi me fazer presente.
— Bella? — minha voz saiu estranha e pinguarrei.
Ela parecia diferente do que pela manhã, parecia mais adulta, uma maquiagem suave, mas ao mesmo tempo sexy, seus lábios preenchidos por um batom vermelho suave. O vestido era ainda mais bonito na frente, com um decote leve em V, que acentuava seus seios.
Por que aquele restaurante ficou tão quente?
— Ah, Edward oi — sorriu e ficou ainda mais bonita, seus olhos castanhos com um brilho misterioso.
Eu balancei a cabeça e engoli em seco.
— Que bom que chegou, assim podemos entrar juntos, acho que meu pai ainda vai demorar.
— Podem me acompanhar, vou levá-los até a mesa.
Eu apenas assenti e Bella seguiu a recepcionista e eu segui ela.
A hostess parou em frente a uma mesa e sem pensar puxei a cadeira para Bella se sentar.
— Nossa, obrigada.
— Ah desculpe, é força do hábito, eu faço isso com minha filha direto, foi automático.
— Não tem problema, é bom saber que ainda existem cavalheiros.
Queria dizer que não tinha nada de cavalheiro em mim, mas sentei em frente a ela calado.
— O garçom já vai vim, com licença — a recepcionista saiu.
— Sabe, pode ter se passado dez anos, mas você parece o mesmo. Eu lembro quando saíamos para jantar, você fazia isso para mim e sua irmã, se lembra?
— Mamãe sempre insistia que deveria ser cavalheiro, e cresci vendo meu pai fazer isso com ela, nunca perdi o costume — dei de ombros.
— Como estão seus pais? Faz tanto tempo que não os vejo.
— Eles estão bem, há pouco mais de um ano voltaram para Forks.
— E a Alice, como ela está?
— Ela também mora lá, casou com um empresário do ramo da madeira. Teve um filho que se chama Brandon.
— Ah, eu sigo ela nas redes sociais, seu sobrinho é tão lindo. Estou morrendo de vontade de ver ela.
— Ele é uma graça mesmo.
— Papai me falou que você tem uma filha também.
Dessa vez eu sorri só em pensar na minha menina.
— Sim, o nome dela é Mia, tem cinco anos e é uma pequena grande menina.
Bella riu.
— Eu imagino, só de você falar dá para perceber que ela o tem na palma da mão.
— E ela tem mesmo — concordei e sorrimos um para o outro.
Me senti perdido por um momento. A maneira que ela me olhava era como se ela soubesse todos meus segredos, mesmo aqueles mais íntimos e que nunca havia contado para ninguém.
— Que bom que já estão aqui — Charlie apareceu se sentando ao lado dela e quebrando nossa troca de olhares.
— Oi, pai — Bella se virou e encarei o teto por um momento.
O que estava acontecendo comigo?
— Desculpe a demora, já fizeram o pedido?
— Ah não, estávamos esperando o senhor — Bella respondeu e eu apenas assenti.
Com Charlie o jantar foi tranquilo, ele foi quem mais conversou. Eu e Bella comentávamos uma ou outra coisa. Tentei ao máximo não olhar de novo para ela.
Não sabia o que ela tinha feito comigo, não tinha nem vinte e quatro horas que a vi e parecia que tudo tinha mudado.
Eu não podia deixar isso acontecer. Não mesmo.
Tinha que parar com aqueles pensamentos.
Eu prometi para mim mesmo que nunca me relacionaria com ninguém e estava firme nisso por mais de três anos, não iria quebrar essa promessa com quem quer que fosse, ainda mais não com a filha do meu padrinho. E por Mia, ficaria firme até o fim. Não deixaria ninguém nos machucar de novo.
— Ah querida, posso te deixar em casa — Charlie falou quando saímos para fora.
— Não precisa papai, posso ir de táxi mesmo, o senhor mora do outro lado.
— Mas é perigoso e … já sei! — seu rosto se iluminou com a ideia que teve e me encarou. — Edward, mora no caminho ele pode te levar — apertou meu ombro.
— Ah não, vai dar trabalho e…
— Nada, claro que não vai, não é filho?
— É claro que não — forcei um sorriso.
Que meleca!
…
Bella encarava a janela em silêncio e não sei porque aquilo estava me incomodando, apertei o acelerador mais forte e respirei fundo o que piorou tudo. Parecia que o carro tinha se infestado com um cheiro doce e floral do perfume que emanava dela.
— Então, sentindo falta de casa? — perguntei tentando ser educado.
Ela balançou a cabeça.
— Londres nunca foi minha casa, eu sempre quis voltar para cá.
— Então, porque morou tanto tempo lá?
— Você sabe que eu só me mudei por causa disso aqui — tocou sua perna mecânica — na época Londres tinha um centro de referência para pessoas amputadas. Foi difícil a adaptação, achar uma prótese que se adequasse melhor para mim. Depois de tudo, mamãe gostou da vida em Londres e não quis voltar. Eu não podia deixar minha mãe sozinha, eu queria ter voltado quando fiz 18 anos, mas entrei em Oxford e achei melhor ficar. Ela se casou um ano atrás de novo e está feliz. Eu me formei e senti que era hora de voltar para casa de novo.
— Você está bem agora, com sua perna?
— Ah, é claro.
— Na época eu fiquei preocupado com você, eu nem a vi depois que tirei da água aquele dia. Queria ter te visitado no hospital, mas tive que voltar para a Universidade.
Parei no semáforo vermelho e a encarei. Bella se virou para mim, seus olhos demonstraram tudo que ela sentia.
— É verdade, acho que eu nunca agradeci você por ter salvado minha vida. Obrigada, Edward.
Eu balancei a cabeça.
— Não fiz nada demais, qualquer um faria isso.
— Não faria. Você colocou sua vida em risco, Edward, por mim.
— Você é como uma irmã para mim Bella, só fiz o que deveria fazer.
— Ah isso — virou o rosto encarando a janela.
— Seu pai sempre sentiu sua falta, ele está em êxtase que voltou.
— Só ele? — falou tão baixo que eu quase não ouvi.
— O que quer dizer?
— Ah nada, é ali naquele prédio.
Eu mudei de faixa e parei o carro.
— Bem está entregue.
— Obrigada.
Bella saiu do carro rápido e sem olhar para trás. Franzi meu cenho confuso com o que tinha feito de errado. Mas dei de ombros, seria melhor ela não gostar de mim e mantermos nosso relacionamento apenas profissional.
Teria que aguentar isso por um mês. Seria rápido e fácil.
Bella Swan
— Vai Edward! Você consegue! — eu gritava animada como uma adolescente batendo palmas, enquanto observava a piscina do alto da arquibancada, Alice ao meu lado também gritava.
Nós nos abraçamos quando apareceu a imagem dele e mostrou que Edward tinha sido o primeiro colocado.
Não podia acreditar. Estava tão tão feliz.
Seus pais e o meu comemoraram.
Eu sorri o encarando sair da piscina. Ele tirou a touca do cabelo e usava apenas um short de natação.
Seus amigos o rodearam e o abraçaram, uma menina o puxou e beijou na boca. Todos riram e gritaram.
Eu murchei. Sabia que nunca seria alguém capaz de estar ao seu lado.
Mas estava feliz dele estar feliz.
…
Revirei na cama sem conseguir dormir.
Aquele dia realmente tinha acontecido?
Não conseguia acreditar que depois de dez anos tinha encontrado Edward na chuva e que caímos no meio da pista e pior ainda — ou melhor— nós tínhamos nos beijado.
Eu sorri e toquei meus lábios. Está certo que tinha sido só selinho, mas não conseguia parar de pensar que aquilo era um sinal do destino para mim.
Ele não tinha me reconhecido e estava ainda mais bonito que antes.
Só em vê-lo fez eu ter certeza do meu sentimento.
O que eu sentia por ele não era uma paixonite ou uma obsessão de uma garota pelo primeiro amor.
Era amor de verdade.
Eu queria ele e lutaria para ele sentir o mesmo por mim
Nota da Autora:
Oii amores, o que acharam do reencontro deles? Tomara que tenham gostado e comentem muuuuito
No proximo vamos ter Mia e Bella se conhecendo. E vamos esperar para o Ed falar a história com a progenitora da Mia
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Beijooos
