Aviso: Naruto, bem como os seus respectivos personagens, não me pertence, e sim a Masashi Kishimoto. Posto esta fic apenas por diversão, e sem nenhuma intenção de lucrar algo com isso.

Comentários com críticas seriam bem vindos afinal gostaria de melhorar a forma que escrevo.


Ditra suspirava com teatralidade, sacudindo a cabeça. "Aquele espantalho... patético. Nem sequer conseguiu derrubar Zabuza, e ainda se arrastou para o fim completamente exausto. Francamente, os pirralhos deveriam tê-lo usado como esfregão na ponte." Ela observava a cena com um brilho divertido nos olhos. "E então, 'sensei', alguma fagulha de utilidade vai finalmente brilhar aí dentro?", perguntou, o sarcasmo cortante como uma lâmina.

"Tarde demais, 'olho único'!", gargalhou Ditra, um som alegre que ecoava em seu espaço de observação, enquanto os três adolescentes escalavam a árvore com uma facilidade surpreendente, deixando um Kakashi boquiaberto para trás. 'Que visão deliciosa!' Depois, veio o andar sobre a água, e o queixo do sensei despencou visivelmente. 'Aquele olhar perdido... impagável.'

Um sorriso convencido iluminava os rostos dos jovens Prodígios. Afinal, Daí já havia compartilhado os segredos da locomoção aquática e arbórea com Naruto, e até mesmo sugerido o plano travesso de ensinar Sasuke e Sakura em segredo, tudo para humilhar o sensei preguiçoso.

"Talvez agora, com a humilhação fresca na memória, você decida agir como um verdadeiro sensei", Ditra murmurou, um tom de sarcasmo resignado tingindo suas palavras enquanto continuava a espiar a interação do grupo.

"Ao menos agora demonstra um vago interesse no que seus pupilos fazem quando sua atenção divaga para os confins do universo", observou Ditra, o sarcasmo em sua voz levemente atenuado por uma pitada de reconhecimento relutante. "O cabeça-oca está rabiscando selos e tentando domar o vento, a rosada está enterrada em livros, e o mini-Uchiha... bem, ele está trancado com os brinquedos de seu clã."

"Boa, Naruto! Esfrega na cara desse banana!", exclamou Ditra, um deleite visível em sua expressão enquanto Naruto confrontava Kakashi, insistindo para que ele emergisse de sua lamentação e assumisse seu papel de guia. Ela saboreou cada palavra enquanto o garoto loiro explicava como os ensinamentos de um amigo os haviam impedido de se tornarem meros cadáveres naquela missão.

"Os teria protegido, sentadinho na sua bolha de água", Ditra resmungou para si mesma, um sorriso divertido curvando seus lábios enquanto a cena se desenrolava. Ela prendeu a respiração no momento em que Naruto lançou a pergunta certeira: "Como você os teria protegido... naquela bolha d'água?"

Um sorriso largo e cheio de malícia floresceu no rosto de Ditra. "Faça esse molenga engolir a pílula da realidade e parar de se agarrar às sombras do passado." Ela saboreou o desconforto palpável de Kakashi.

"Ao menos ele deu o braço a torcer, não é?", comentou Ditra, um tom ligeiramente mais otimista colorindo sua voz. "Vento para o furacão loiro, ilusões para a flor de cerejeira e mais fogos de artifício para o pequeno incendiário."

"Acho que o coração gelado do emo finalmente derreteu um tiquinho. Só espero que ele não decida transformar o mundo em cinzas", murmurou, revirando os olhos com um sorriso divertido. "Mas, ei... para onde o clone de Naruto está correndo? Hmm, talvez seja melhor manter meus olhos longe. Quem sabe, ele não esteja tramando alguma surpresa para a velha Ditra." Ela balançou as pernas em antecipação, um brilho travesso dançando em seus olhos.

Dias depois, Ditra observava Naruto se aproximar perigosamente da armadilha delicada. "Ara ara... parece que o pequeno Haku está florescendo em um tom carmim adorável!", observou, seus olhos fixos na maneira como Haru hesitava, demorando seu olhar em Naruto. "Que cena... quem diria que os esforços desesperados da Ino teriam um desdobramento tão... interessante? Será que ele vai querer levá-lo para usar de ursinho de pelúcia?" Uma risada baixa e rouca escapou de seus lábios, mas logo se esvaiu em um suspiro de leve decepção. "Bem, ao menos a explosão de confusão no rosto do Naruto ao descobrir a verdade... isso, devo admitir, foi genuinamente hilário."

Então chegou o dia do confronto final. Os dois capangas insignificantes que planejavam invadir a casa foram engolidos pelos clones de Naruto como se fossem moscas – um detalhe sem importância para Ditra, cuja atenção estava fixada no palco principal da ponte. Lá, Zabuza aguardava. "Ué...", murmurou Ditra, a surpresa pintada em seu rosto. " Naruto partiu para o 'Talk no Jutsu'? E... por todos os deuses, funcionou?!"

Naruto expôs a sórdida estratégia de Gatou: esperar que se exaurissem para então lançar sua horda de mais de cem bandidos. Quando Zabuza exigiu provas, uma rajada de vento cortou a névoa, revelando o patético barco onde Gatou e seus capangas se escondiam. O fim foi abrupto e anticlimático: Zabuza varreu Gatou e seus homens com uma frieza eficiente, seguindo para a base do criminoso com um desinteresse quase blasé pelo espólio.

Ditra olhou para o desfecho inesperado com genuína perplexidade. "Mas... como?!" Uma pausa carregada de silêncio se seguiu, antes que uma gargalhada alta e divertida ecoasse em seu espaço de observação. Ela não esperava ser surpreendida – e gostou disso.

Ditra observava o Time Sete partir, Haku seguindo-os como uma sombra silenciosa em direção a Konoha. Como aquela reviravolta improvável havia ocorrido? Em resumo, Zabuza havia captado os olhares lânguidos e os suspiros silenciosos de Haku direcionados ao loiro. Some-se a isso sua crescente repulsa por matar e a decisão de eliminar o Mizukage, e a lógica se tornou clara: enviar Haku para a Folha, com seu peculiar fascínio por linhagens sanguíneas e o coração absurdamente mole de Naruto, era a jogada mais segura.

Ele também testemunhou o garoto loiro reunindo os documentos de propriedade, com a intenção de devolvê-los aos seus legítimos donos, e juntando uma quantia considerável de dinheiro, sem sequer hesitar em reivindicar algo para si.

Um sorriso genuíno suavizou as feições de Ditra. "Naruto e seu maldito coração de ouro...", pensou, relembrando como a balada melancólica os havia convencido. " Mas ao menos não foi a única surpresa... hahaha... em alguns meses, Kakashi... oh, em alguns meses..." Ela riu baixinho, seus olhos fixos na figura de Tsunami.