Aviso: Naruto, bem como os seus respectivos personagens, não me pertence, e sim a Masashi Kishimoto. Posto esta fic apenas por diversão, e sem nenhuma intenção de lucrar algo com isso.

Comentários com críticas seriam bem vindos afinal gostaria de melhorar a forma que escrevo.


Enquanto o Time Sete retornava de sua missão surpreendentemente bem-sucedida, absorvendo as informações contidas no pergaminho que Daí havia confiado a Naruto, o próprio Daí partiu em uma nova empreitada, tendo como companheira a imponente Tsume Inuzuka.

Ditra soltou uma risada divertida, observando a dinâmica peculiar se desenrolar. "Ah, sim, o aroma inconfundível do garoto grudado na cria... instintos maternos em ação. O que você vai aprontar agora, Dai-kun?" Ela mordiscava um bolinho de arroz, seus olhos fixos na tela invisível. A missão deles: caçar um ninja renegado cujas ações haviam perturbado a paz nas fronteiras do país.

No início, Ditra se divertiu com o duelo silencioso entre os olhos selvagens e determinados de Tsume e o olhar gélido e analítico de Daí, nenhum dos dois piscando ou cedendo terreno. 'Que parzinho...' Durante a viagem, uma tensão sutil começou a se manifestar, talvez um subproduto de personalidades fortes e propósitos distintos.

Tsume lançava olhares penetrantes a Daí de tempos em tempos, um sorriso predatório curvando seus lábios, como se o estivesse testando. Daí sustentava seu olhar inabalável, mas em sua mente, a intensidade lembrava as provocações de Anko, e ele imaginava que ela estava se contendo por sua posição de líder de clã ou, talvez, lançando um desafio silencioso à sua reputação crescente. "Definitivamente, a cabeça dele não está funcionando como deveria", pensou Ditra, ansiosa pelo inevitável confronto de egos.

Ditra observava Daí sob as ordens diretas de Tsume, notando o cuidado meticuloso com que ele cumpria suas tarefas nas pausas da busca. Ela também percebeu as tentativas discretas do garoto de impressionar a matriarca Inuzuka: suas habilidades culinárias surpreendentemente refinadas, sua resistência física inesgotável e até mesmo suas habilidades de rastreamento, quando ela o submetia a testes improvisados. Ele tratava Kuromaru com um respeito genuíno, o que não passou despercebido por Tsume.

A líder Inuzuka estava, inegavelmente, impressionada. Ela o forçava a enfrentar terrenos acidentados e trabalhos árduos que fariam outros de sua idade resmungar, e ele realizava tudo com uma determinação silenciosa estampada em seu rosto (sua expressão normal, para os desavisados), como se pudesse encarar qualquer desafio que ela lhe apresentasse.

Após dias de uma perseguição implacável, eles finalmente localizaram o alvo: ele havia se refugiado em uma base improvisada de bandidos.

Enquanto os espionavam nas sombras, uma névoa densa e repentina envolveu a área. Tsume reconheceu a técnica como uma marca registrada de Kirigakure. No entanto, ela confiava em seus sentidos aguçados.

Ditra observava a cena com crescente interesse. Tsume ordenou que Daí recuasse enquanto ela avançava para enfrentar os inimigos. Ele obedeceu sem hesitar. Logo, Tsume e Kuromaru começaram a encontrar dificuldades; as lâminas crepitantes de raios revelavam seus oponentes: dois dos temíveis Sete Espadachins da Névoa. Tsume foi pega de surpresa quando um golpe rápido e preciso atingiu sua perna, como se o inimigo tivesse antecipado seus movimentos, fazendo-a cambalear. No instante em que Kuromaru se expôs a um ataque potencialmente fatal, Daí interferiu, liberando um selo que dissipou momentaneamente a névoa, revelando o espadachim enquanto sua própria lâmina bloqueava o ataque inimigo. "Esperando o momento dramático para bancar o herói, hein? Hahaha... menos um exibido", Ditra balançou a cabeça com um sorriso divertido e um toque de aprovação.

O que se seguiu encerrou o confronto em um instante. O corpo de Daí foi envolto em selos complexos, e ele se moveu ao redor do espadachim com uma velocidade ofuscante. Em um golpe preciso, a cabeça do ninja rolou pela poeira. "Hum... se ele tivesse levado a sério desde o início, teria terminado em 1 segundo. Mas ah, sim... quase me esqueci de sua necessidade patológica de esconder seu verdadeiro poder", Ditra comentou, um tom de conhecimento divertido em sua voz.

A surpresa de Ditra foi genuína quando um grito agudo e infantil ecoou do corpo decapitado. Então, ela viu uma criança pequena, agarrada às costas do ninja morto. "Ah, Raiga e Ranmaru... pensei que fossem uma invenção do anime. Bem, que seja."

Cuidar da criança se mostrou mais complicado do que o esperado, mas o problema não era a criança em si. O foco das atenções era Tsume, que via o garoto frágil como um filhote desamparado necessitando de proteção. Ela ouviu sua história enquanto o limpava, e Ditra notou o vazio doloroso nos olhos da criança após a perda de seu único companheiro. "A loba mãe querendo adotar o filhote órfão", Ditra sorriu, uma pontada inesperada de ternura aquecendo seu peito.