Nota da autora: Gente, fiquei sem internet na semana passada e não pude atualizar! 😩😭 Perdão! 😢
Finalmente vamos ver o que vai acontecer com o monte de compras! Espero que gostem do capítulo!😆😂
Obrigada aos comentários de 05csomoragnes11 (senti falta dos seus comentários! Que bom que voltou! Espero que goste deste capítulo) e Isa Raissa (todos vão ficar com raiva do Sesshoumaru do passado e torcendo pelo Sesshoumaru do presente hahahaha).
Comentem pra me deixar feliz, por favor!
Beijos e até semana que vem! (se minha operadora funcionar!)😙❤️
De todo coração
Capítulo 17 – Presente
Parte IX
— Ei, vocês duas... O que vocês aprontaram agora?
Towa e Setsuna olhavam para a mãe sem piscar. Não pareciam que sentiam medo da pose autoritária de Rin – em pé na frente deles, com braços cruzados em cima na frente do corpo e o olhar estreitado para as filhas. Dava para perceber que elas haviam depenado Sesshoumaru ao arrastá-lo para todas as lojas do shopping center da cidade.
Sesshoumaru estreitou de leve os olhos, tentando entender qual era o problema ali... Rin falou claramente que as gêmeas tinham aprontado, mas elas só tinham trazido coisas de boa qualidade para as três – muito mais para Rin por insistência das filhas.
Viu, no entanto, Towa enfrentar a mãe com um sorriso enorme:
— Mamãe! Mamãe! Nós temos uma surpresa pra você!
Depois Setsuna completou:
—Muuuitas surpresas!
As duas indicaram com as mãos como duas apresentadoras a pilha de presentes como se Rin não tivesse notado o amontado na entrada da casa:
—Tcharaaaam! – elas falaram ao mesmo tempo.
Rin respirou fundo e olhou de canto para Hakudoushi, que apertava disfarçadamente a ponte entre os olhos. Ele não havia conseguido fechar o acordo, quase teve um colapso nervoso com o sumiço das crianças e agora...
— Olha, mamãe, um celular novo pra você! – Towa anunciou, tirando o objeto dado por Sesshoumaru do pequeno bolso frontal do macacão jeans. Era um aparelho novo de última geração, que ainda tinha o plástico protetor na tela como sinal de que havia acabado de sair da caixa apenas para ser configurado na loja.
— Uma bolsa pra você! – Setsuna mostrou uma pequena bolsa rosa de alça curta de uma marca caríssima que ela tanto adorava na adolescência e início da idade adulta. E só quem sabia que ela gostava daquela marca era Sesshoumaru.
— Um roupão novo! – a mais velha mostrou o roupão de algodão egípcio.
— Um lalatop! – a mais nova ainda errava adoravelmente a palavra, segurando uma caixa de laptop com uma logomarca de fruta na caixa.
— Tablets! – a menina de cabelos prateados anunciou mostrando o dela.
— Tecidos pros nossos quimonos! – a de cabelos castanhos apontou para os rolos e mais rolos de tecido para serem costurados, girando de braços abertos no meio do amontoado como se estivesse no paraíso da Tecidolândia.
— Meu dogi! Agora vou devolver aquele que o tio Kohaku me emprestou! – Towa abraçou o uniforme e tinha um enorme sorriso no rosto.
— Óculos pra gente usar na praia! – Setsuna mostrou três estojos de óculos de sol, um grande e dois pequenos, de uma marca francesa que começava com a letra D.
— Um Totoro gigante, olha! – Towa pegou a pelúcia e abraçou de um lado, com Setsuna imitando-a do outro.
Rin piscou uma, duas, três vezes e depois olhou novamente de canto para Hakudoushi, que agora tinha o rosto virado para um canto aleatório da casa para não ver a cena.
Depois ela olhou novamente para as filhas e deu o ultimato:
— Nós vamos devolver tudo isso.
Protestos das crianças. Uma perguntou por que e abraçou com força o Totoro de pelúcia. Outra postou-se defensivamente de braços abertos na frente da montanha de presentes e falou que não ia devolver nada.
— É muita coisa, meninas! – ela sentou-se de joelhos no chão, notando três caixas de laptop com uma enorme maçã na caixa – Pra que vocês precisam de três computadores?
— Não são computadores, são lalatops! A gente leva na nossa mochila! – Setsuna a corrigiu tão adoravelmente que Rin quase riu. Com Sesshoumaru havia acontecido a mesma coisa e ele teve que silenciar Jaken que queria muito custo corrigir a criança.
— Vocês têm computador na escola, por que compraram isso? – a mãe observou com severidade – Vocês ao menos sabem mexer nessas coisas?
As filhas colocaram as mãos nos quadris.
— Lá na escola ninguém quer fazer trabalho conosco! – Towa revelou.
— Também nem deixam a gente usar o lalatop nas aulas do Houjo-sensei! – Setsuna completou.
— Vocês precisam falar com ele sobre essas coisas quando acontecerem. Outras crianças não podem deixar vocês isoladas das atividades assim. – ela asseverou – Vamos conversar na semana que vem sobre isso.
As duas bufaram as bochechas e negaram com a cabeça em sinal de rebeldia. Sesshoumaru entendia que elas queriam ter o próprio computador para não depender dos da escola e não via problema algum com o pedido delas em comprar não um, mas três de uma vez. Rin também teria o dela e facilitaria a rotina ao não ter que se deslocar ainda doente para a escola para responder e-mails.
Aliás, não viu problema algum com qualquer pedido delas. A própria sobrinha costumava conseguir tudo o que queria quando ia às compras com o irmão, que comprava absolutamente tudo o que a filha desejava.
Parecia natural atender aos pedidos das gêmeas naquela situação, agindo quase da mesma maneira que o irmão.
Ou estaria Inuyasha errado...?, ele refletia.
Sesshoumaru viu Rin pegar as caixas com os iPads e ficar mais preocupada:
— Nós tínhamos combinado que os tablets seriam só com 12 anos. – ela continuou num tom severo, colocando as caixas de iPad no chão apenas para poder segurar e abrir uma sacola com sabonetes de luxo e sais de banho, ambos feitos de chá verde – Tem sabonete pra um ano aqui! E pra que vocês precisam de tanto sal de banho?
— Mas você gosta tanto, mamãe. – Towa explicou.
— A gente vai usar tudo nos nossos banhos! – Setsuna completou.
Sim, Rin gostava daquelas coisas. Sesshoumaru lembrava bem daquele detalhe, por isso fez questão de comprar os itens de banho que ela mais gostava.
— A gente trouxe também um presente... – Towa tirou o pequeno embrulho com a presilha de cabelo – Pra você, mamãe!
A expressão severa de Rin suavizou porque ela havia percebido que aquele era, provavelmente, o único presente realmente comprado pelas filhas – um objeto da loja de três moedinhas. Sentiu Setsuna colocar delicadamente na lateral do rosto, prendendo lateralmente o cabelo levemente rebelde que estava saindo por trás da orelha.
— Linda... – as duas falaram ao mesmo tempo num tom extremamente amoroso.
— Estou, é? – ela perguntou com um sorriso, pegando um embrulho próximo – E isso aqui é de vocês também?
— É mais um presente do Houjo-sensei! – Towa revirou os olhos de tédio como se estivesse já cansada de levar os presentes dele para a mãe.
O "mais um" chamou a atenção de Sesshoumaru, cujo leve arquear de sobrancelha chamou a atenção de Hakudoushi. Então, além de acompanhá-la nos almoços e chamá-la pelo nome, o professor também dava presentes para Rin com bastante frequência, pelo visto.
Rin pegou o presente e franziu a testa, tentando entender o que eram aquelas sandálias com palmilhas diferentes embaladas em plástico transparente e amarradas por uma fita.
— Ah, são aquelas sandálias terapêuticas...
Ao abaixar o presente e colocá-lo atrás de si, indicando que ficaria com ele, Rin notou a expressão brava das filhas – bochechas bufadas e testa franzida.
— O que foi?
— Você não vai reclamar do presente do Houjo-sensei? – Towa perguntou.
— Você gostou mais do presente dele? – Setsuna quis saber.
— Houjou-sensei só está sendo gentil. – ela respondeu com calma e quase sem emoção – As pessoas mandam presentes para amigos e colegas quando eles estão doentes. Vocês não viram Hakudoushi-sama trazendo um presente quando chegou?
Towa e Setsuna continuaram adoravelmente bravas, cruzando os braços em sincronia na frente do corpo em mais um sinal de revolta.
— São presentes também. – Sesshoumaru falou pela primeira vez desde que retornara com as gêmeas – Meus, no caso.
Rin olhou por cima do ombro para ele, encontrando os olhares. Parecia até que ela havia esquecido a presença dele ali.
— Você aceitou os presentes do seu colega e de Hakudoushi. Esses são os meus para esta visita. Eu não sabia que você estava doente, então não trouxe antes. – ele usou o argumento dela contra ela mesma.
Rin franziu o cenho de leve.
— A não ser que você veja como um problema eu comprar presente para elas também.
— Claro que não é um problema. – ela tentou ser razoável – Mas é muita coisa. Nem temos como guardar tudo isso aqui.
— Apenas as caixas são grandes. Os produtos podem ser guardados com facilidade em gavetas ou nas mochilas, como Setsuna já falou.
— É muita coisa. – ela insistiu quase entredentes.
— Não me parecia diferente de como minha sobrinha age quando sai às compras. Ela tem até um cartão de crédito.
Um silêncio de curiosidade se fez.
— Você tem uma sobrinha? – ela perguntou genuinamente curiosa.
Hakudoushi observou a cena com igual curiosidade. Há dias que os dois haviam se reencontrado e o cliente dele sequer havia mencionado para a mulher com quem aparentemente tivera um longo relacionamento há quanto tempo havia retornado ao Japão ou que agora tinha uma sobrinha com quase a mesma idade das filhas.
Sesshoumaru limpou de leve a garganta para explicar:
— É a filha de Inuyasha.
— Oh. – ela parecia surpresa com a informação – Não sabia disso.
Olhou novamente a montanha de presentes e franziu a testa, ainda preocupada.
— Parece que você comprou o shopping todo pra elas.
— Mas o senhor Sesshoumaru não reclamou de nada. – Towa explicou no auge da inocência, com Setsuna erguendo as mãos na altura dos ombros para enfatizar.
A mãe lançou um olhar estreitado para Sesshoumaru, que calmamente o enfrentou. Elas tinham razão. Se ele não quisesse comprar, bastava dizer "não" para elas.
Quando Rin ia comentar alguma coisa, sentiu as filhas se agarrarem a ela e delicadamente beijá-la por todo o rosto. Beijos de Towa na testa, na bochecha, perto dos olhos. Setsuna beijando a têmpora, o queixo, as bochechas.
— Por favor, mamãe... – Towa falou numa voz extremamente doce.
Rin revirou os olhos de tédio, sentindo mais beijos.
— Por favor, por favorzinho... – Setsuna batia os enormes cílios para dar mais charme ao pedido.
Olhos ainda revirados de tédio enquanto o rosto era tomado por mais beijos.
— Mamãe, nós te amamos muito... – Towa deu outro beijo perto dos olhos.
— Muuuito. – Setsuna completou colocando novamente a mecha de cabelo atrás da orelha dela.
Sesshoumaru observou a cena com certa curiosidade, notando que aquela era uma estratégia quase ardilosa das gêmeas para fazer Rin mudar de ideia e aceitar todos os presentes.
Mas ele notou que elas não haviam beijado um lugar no rosto que Rin adorava quando estavam...
O pensamento foi interrompido quando viu que, por fim, Rin deu um suspiro, relaxando os ombros em claro sinal de derrota. Iria aceitar os presentes para a alegria das filhas, claro, que comemoram quase dançando ao redor dela.
— Nada de tablet na escola. Se eu descobrir que estão levando, vão ficar sem usar até terem 14 anos. – ela falou num tom sério, vendo as filhas engolindo em seco. Se elas tivessem esperado até 12 anos, não haveria problema de usar na escola. Mas se elas levassem agora e a mãe descobrisse, teriam que esperar mais dois anos para usarem o produto que tanto queriam.
Mas elas concordaram. Eram ótimas meninas, não dariam trabalho desnecessário para a mãe.
— Guardem isso lá no quarto. – ela avisou – Depois vamos conversar sobre o uso do computador.
— Sim! – elas correram para começar a arrumação, empilhando algumas caixas e começando a andar na direção do corredor, onde ficava o quarto delas.
Jaken, ainda desnorteado por carregar tanta coisa, quis ajudar e recebeu uma resposta inesperada de Towa e Setsuna, que o pararam com uma mão erguida como num "pare" de guarda de trânsito:
— Nós podemos arrumar sozinhas. – Towa avisou, abaixando-se para carregar as coisas com a ajuda da irmã.
— Não precisamos de ajuda. – Setsuna explicou.
— Mas... – ele tentou.
— Elas sabem o que fazer, Jaken-sama. – Rin avisou, finalmente levantando-se e tirando uma poeira imaginária da barra do vestido – Obrigada por querer ajudar.
Depois virou-se para Sesshoumaru e forçou um sorriso.
— Obrigada por passar a tarde com elas. – ela começou, colocando as mãos na frente do corpo em claro sinal de humildade e, ao mesmo tempo, de afastamento, como se fossem duas pessoas desconhecidas fazendo um favor para o outro – Elas ficaram sem sair para se divertirem durante a semana toda, só indo pra escola e querendo cuidar de mim.
A pose dela não passou despercebida por ele, que franziu a testa. Rin sempre tinha sido muito aberta para permitir a proximidade das pessoas, mas, desde o reencontro, ela havia negado uma maior aproximação dele com aquela atitude.
— Não sabia que você tem uma sobrinha agora. – ela falou num tom amigável – Quantos anos ela tem?
— Quase a mesma idade de Towa e Setsuna. É um ano mais nova.
Towa e Setsuna passaram por entre eles na direção do quarto carregando as caixas com computadores e sacolas com produtos de banho.
— As meninas vão adorar conhecê-la. – ela continuou com um sorriso gentil – Podemos marcar um dia entre elas, que tal?
As gêmeas voltaram e levaram para o quarto os óculos de sol, os tablets, a bolsa de Rin e os celulares novos.
Quando Sesshoumaru ia responder que não havia falado para a família sobre as gêmeas e que preferia deixar aquele encontro para outro momento, Hakudoushi apareceu entre eles com uma pasta rosa em mãos:
— Sesshoumaru-sama gostaria de resolver primeiro a questão dos dias de visita e férias, então poderemos combinar o encontro entre as primas em um passeio parecido com o de hoje. – ele posicionou a pasta rosa na frente de Rin – Um final de semana em Tokyo e um final de semana em Chiba por mês ao invés de ficarem juntos nas férias.
As irmãs voltaram apressadas para a sala para carregar o Totoro gigante para o quarto como se estivessem levando um enorme sofá.
Um pouco hesitante, Rin aceitou a pasta para ler com cuidado.
— Se tiver qualquer dúvida, pode me ligar a qualquer momento para conversarmos. Mas deve ter percebido que as meninas adoraram sair com Sesshoumaru-sama.
— Eles as perderam de vista. – ela apontou.
A cidade era realmente pequena, tanto que os conhecidos de Rin já falaram que as meninas ficaram aguardando na tenda do shopping, Sesshoumaru percebeu com um olhar levemente estreitado.
— Foi um pequeno lapso. – Hakudoushi tentou defendê-lo – Não vai acontecer novamente em Tokyo ou em Chiba.
As filhas apareceram novamente na sala para carregar os rolos de tecidos para o quarto, mas Rin as interrompeu com um olhar por cima do ombro:
— Podem deixar aqui isso. Vamos ver quais vamos usar.
— Tááá! – elas falaram ao mesmo tempo e voltaram correndo para o quarto.
— Vou ler com cuidado. Na semana que vem podemos conversar sobre isso. – ela finalmente falou.
Hakudoushi deu um pequeno sorriso de satisfação e trocou um olhar rápido com Sesshoumaru, muito diferente do que havia lançado logo que o cliente havia retornado das compras com as filhas.
— Então vamos marcar o final desta reunião para a próxima semana, depois de receber o primeiro cheque. – ele curvou-se brevemente em uma reverência, afastando-se do ex-casal – Desejo melhoras, Nakashima-san.
— Obrigada, Hakudoushi-sama... – ela viu o advogado afastar-se mais e mais e deixá-la novamente com Sesshoumaru – Desculpe se por qualquer incômodo que as meninas tenham provocado hoje. Da próxima vez, pode simplesmente dizer "não" para elas.
— Não houve nenhum problema, Rin. – ele falou num tom suave – Vai pensar na proposta de Hakudoushi?
— Sim. – o sorriso educado e a maneira distante voltaram – Vou ler e tomar uma decisão até semana que vem.
Os dois ficaram em silêncio, um olhando para o outro sem qualquer indício de familiaridade.
— Estou indo, então. – ele fechou os olhos como se pudesse encerrar, daquele jeito, aquele ar de indiferença que o incomodava – Espero que esteja melhor na semana que vem para conversarmos sobre encontrar minha sobrinha e outras coisas.
Rin deu um sorriso educado e viu Sesshoumaru afastar-se ao mesmo tempo que a porta do quarto das filhas se abria e ouvia os passos dela pelo corredor.
— Senhor Sesshoumaru! – Towa falou e o fez parar no genkan – Senhor Jaken!
— Vocês já vão embora? – Setsuna perguntou.
— Eles precisam ir agora, meninas. – a mãe explicou – Mas eles voltam na semana que vem.
As duas pareceram aliviadas com a informação, aproximando-se de Sesshoumaru.
— Obrigada por hoje, senhor Sesshoumaru. – Towa agradeceu.
— Foi muito divertido. – Setsuna completou.
Sesshoumaru apenas assentiu com a cabeça, notando o sorriso largo das gêmeas. Elas pareciam sinceras sobre estarem felizes com o dia. Rin também era assim – agradecia sempre por tudo e pela companhia dele.
— Abra a porta para eles, Towa-chan. – Rin pediu.
A mais velha rapidamente desceu no genkan, colocou a sandália para andar no espaço, passou por entre os três homens e abriu a porta.
Na saída, já descendo as escadas, eles ouviram novamente:
— Até semana que vem, senhor Sesshoumaru!
Sesshoumaru olhou por cima do ombro e viu Setsuna já ao lado da irmã na porta, as duas acenando para o grupo.
— Até semana que vem! Obrigada pelos presentes! – Setsuna completou.
— Até semana que vem, meninas! – Hakudoushi respondeu por Sesshoumaru, acenando até ver as duas entrarem na casa.
No carro já começando a mover-se para iniciar a viagem de retorno a Tokyo, Hakudoushi tinha uma expressão calma e satisfeita mesmo não tendo fechado todos os acordos necessários, a mão apoiando o rosto enquanto a mente trabalhava rápido nos próximos cenários que deveria resolver.
— No que está pensando? – Sesshouaru quis saber.
— Que deu tudo certo hoje, mesmo não tendo concluído o que você me pediu.
— Mas você vai concluir, certo, Hakudoushi? – o outro perguntou no tom mais sério que tinha.
— Eu já falei várias vezes: eu sempre cumpro tudo o que você me pede. – o advogado falou com orgulho de si mesmo.
— E por que você não me deixou terminar de falar sobre a minha sobrinha? – Sesshoumaru perguntou.
Hakudoushi mudou de posição, sentando-se totalmente ereto e sério. Então ele havia notado o que o advogado havia feito.
— Você ia cometer um erro se dissesse que não quer que as suas filhas conheçam a senhorita Moroha. Nakashima-san poderia ficar ofendida. – viu o cliente estreitar de leve os olhos – Se não quer que as meninas conheçam a sua família, é bom falar em outro momento sobre isso com ela, depois que acertar a questão das visitas e viagens juntos.
Sesshoumaru ficou em silêncio, virando o rosto para o lado da janela para observar a paisagem, cada vez mais distante de Takasaki.
