Nota da autora: Perdão por não postar na semana passada! Vocês acreditam que eu comecei a escrever o capítulo 23 antes do 22? A minha sexta foi corrida e não consegui terminar este capítulo a tempo. O final de semana é mais complicado por conta da visita da minha família...
Não sei nem como agradecer a todos os comentários do capítulo passado! 😁 Acho que é a história que mais tem comentários em tudo quanto é idioma! 😍 Eu fiquei emocionada, por isso escrevi logo o capítulo 23 antes desse aqui de tão feliz que fiquei. Obrigada a DR, Tinker, Isa Raissa, Valgv6, Cloudiedays, 05csomoragnes11, Yuki, DindaT e Merinah ❤️❤️❤️
¡Ni siquiera sé cómo agradecerles a todos por los comentarios del último capítulo! ¡Creo que es la historia que tiene más comentarios en todos los idiomas! Estaba tan emocionada, por eso escribí el capítulo 23 antes de este, estaba tan feliz!
(Puedo practicar un poco mi español. Mis profesores de la escuela estarían tan orgullosos de mí).
Thank you very much for all the comments. I managed to translate the first chapter into English, but I still need to finish proofreading. I will translate a few more chapters so that I can update weekly.
Espero que gostem do capítulo ❤️ Quando lerem, vocês vão perceber o que vai acontecer por conta dos capítulos do presente, então acho que é menos traumático 😅. Alguns podem ficar com raiva da Rin... ou do Sesshoumaru... Ah, algumas pessoas vão aparecer em cena (quem será, quem será? ).
Comentem! 😘😘😘
De todo coração
Capítulo 22 – Passado
Parte XI
Um mês depois
Na sala de leitura da biblioteca do instituto técnico, Rin tinha espalhado sobre a mesa vários panfletos e brochuras das principais instituições que ofereciam cursos de moda na capital.
A testa franziu, o olhar desanimou.
Todos, sem exceção, eram extremamente caros. Até há algum tempo, ela ainda contava com a ajuda dos pais, mas agora a realidade era outra ao se deparar com os diferentes valores cobrados.
Universidade de Tokyo, a que ela almejava, cobrava uma taxa inicial de 282 mil ienes mais uma taxa anual de 500 mil ienes. Isso, em outros valores, era o equivalente a mais de 5 mil dólares. Era a melhor universidade do país e a mais cara também.
Definitivamente ela teria que trabalhar mais de um ano para conseguir aqueles valores.
O plano B formou logo na casa. Caso ela não conseguisse passa na prova de admissão ou o dinheiro, ela poderia entrar nos outros lugares que formavam profissionais em moda.
Pensando nisso, ela pegou o folheto do Instituto de Moda de Tokyo e do Bunka Fashion College, mais conhecidos da área e que cobravam valores menores de anuidade.
O telefone sinalizou o recebimento de uma mensagem e ela abriu o celular de flip, sorrindo ao notar que era uma mensagem do namorado. Ela teria que responder depois que saísse da biblioteca.
Como estava quase na hora do almoço, ela resolveu anotar em um pequeno caderno de capa preta todos os valores para comparar. Sesshoumaru poderia ajudá-la a escolher as opções.
Anotou todos os nomes das instituições e os cada valor correspondente:
Universidade de Tokyo – 782 mil ienes
Instituto de Moda de Tokyo – 300 mil ienes
Bunka Fashion College – 350 mil ienes
Mode Gakuen – 270 mil ienes
Mejiro Fashion & Art College – 470 mil ienes.
Rin fechou o caderno e deu um suspiro. Tinha apenas poucos meses para juntar dinheiro e estudar para as provas de admissão. Felizmente Mushin pagava bem pelo serviço no restaurante. Talvez no verão as coisas também ficassem boas com a chegada de turistas e ela pudesse pegar mais horas extras quando não estivesse estudando.
Guardou as coisas dentro da bolsa e saiu da biblioteca, indo agora para o alto do prédio onde a turma de Sesshoumaru estudava antes, lugar onde agora almoçava sozinha desde que ele se formou.
Num canto à sombra, ela sentou-se e tirou a marmita com a refeição, preparando o espaço para almoçar e telefonar para Sesshoumaru. Havia quase um mês que ele passou a trabalhar por dois turnos em uma empresa ligada à família Taisho e os dois tinham rotinas diferentes agora. A ligação no horário de almoço era uma forma de continuarem o contato durante a semana.
O telefone não terminou de dar o segundo toque e ele atendeu:
— Rin.
— Oi... – ela começou com um sorriso – Desculpe não ter respondido sua mensagem antes, eu estava na biblioteca.
— Eu imaginei que estivesse lá ou em aula... – ele respondeu em meio a vozes próximas, indicando que estava em um lugar movimentado – Já está almoçando?
— Sim... – ela mastigou uma porção pequena de okonomiyaki – Agora estou sem companhia. Só encontro Ayumi pra almoçar uma vez por semana porque nossos horários são diferentes...
Houve uma pausa enquanto ela comia, ouvindo Sesshoumaru conversando com alguém.
— Liguei para saber se vamos nos ver no fim de semana. – ele falou.
— Sim, queria ver você de novo... – ela suavizou a voz carregada de saudades – Você vai precisar trabalhar?
— Não, tenho o dia livre. – ele respondeu logo – Posso buscar você em casa pela manhã. O que quer fazer? Quer visitar alguma cidade aqui perto?
— Hmm... Eu queria na verdade conversar com você sobre os exames de admissão e o curso que eu queria fazer... Será que você pode me ajudar a escolher?
— Achei que queria cursar a Universidade de Tokyo. – ele comentou.
— Era sobre isso que eu queria conversar... – ela deu um suspiro – Mas sábado de manhã está ótimo pra mim. Que tal uma visita a Yokohama?
— Você precisa trabalhar depois?
— Não. Podemos passar o dia todo juntos. – ela respondeu com um sorriso ao lembrar que o chefe havia dito que nem iria abrir no dia porque ele só confiava nela para ajudar, tirando ele também um dia de folga naquele caso – Mas domingo tenho coisas da escola pra resolver. Queria tanto férias de novo...
— Mas as suas aulas mal começaram, Rin. – ele observou.
— Eu sei... – ela fez um biquinho e notou que já tinha passado da metade do okonomiyaki – Mas eu me sinto sozinha aqui agora... Só consegui conversar com uma pessoa da minha nova turma e ele pareceu não gostar de mim...
— "Pareceu"? – ele repetiu. Quem não ia gostar de conhecer alguém como Rin?
— Foi a impressão que eu tive... – ela respondeu tristemente ao lembrar do outro colega com quem dividia as funções de monitoria. Jakotsu era absolutamente mal-educado – Ah, vi seu irmão também, mas acho que ele nem lembra quem eu sou...
Houve outro silêncio na linha e ela estranhou.
— Não se preocupe com Inuyasha, Rin. – ele tentou tranquilizá-la – Não vale a pena.
— Eu só achei que ele lembraria de mim... Passei do lado dele e disse oi, mas ele não me respondeu e ficou com uma cara de quem não me conhecia... – ela murmurou timidamente ao lembrar da cena. Inuyasha na verdade esbarrou nela pelos corredores e nem pediu desculpas quando ela o chamou pelo nome.
Cansado de falar sobre o irmão, ele começou a encaminhar o telefonema para um final:
— Preciso desligar agora. Preciso voltar ao trabalho. Vou verificar um lugar para visitar em Yokohama e conversar sobre os cursos.
— Okay... – ela deu um sorriso – Obrigada por ligar. Vou me preparar para sábado. Podemos nos falar amanhã de novo?
— Eu ligo. – ele afirmou – Rin, ignore as atitudes do meu irmão. Ele tem memória de peixe, acho que ele esquece até do próprio nome. Por isso não deve lembrar de você nos nossos jogos.
Rin pressionou os lábios para não rir e não conseguiu. Como Inuyasha poderia ser tão diferente do irmão? Sesshoumaru prestava atenção em tudo e conseguia antecipar as coisas só de olhar.
— Eu não fiquei chateada... só fiquei surpresa. – ela corrigiu – Eu também tenho que desligar agora. Vou aguardar a sua ligação amanhã.
— Certo. – ele falou naquele tom tranquilo – Mande uma mensagem quando chegar em casa depois do trabalho.
— Pode deixar!
— Até, Rin.
— Até.
O telefonema encerrou e ela ficou ainda olhando para o aparelho em mãos com um sorriso, pensando ainda na nova rotina com Sesshoumaru, que incluía telefonemas no horário do almoço, mensagens ao final do dia e encontros aos finais de semana. Talvez, quando ela terminasse os estudos e arranjasse um emprego de dois turnos na área, pudessem se encontrar depois do trabalho e passar mais tempo juntos.
Depois do passeio em Yokohama, ela planejava preparar um jantar de formatura para ele, usando o quimono feito com o tecido que ele comprou em um passeio a Ginza meses atrás.
Terminando de almoçar, ela arrumou as coisas e foi para a aula. Mais tarde teria que trabalhar e muito provavelmente fechar o restaurante no lugar de Mushin. Quarta-feira era o dia que ele normalmente bebia durante o dia e se retirava mais cedo.
o-o-o-o-o
Horas depois, Rin passava da porta do restaurante ao mesmo tempo que uma família de quatro pessoas estava de saída – pai, mãe e duas meninas. Ela deu passagem a eles e curvou-se numa reverência, admirando o quanto eles eram bonitos, principalmente as crianças.
— Ah, Rin-chan... – ouviu Mushin chamá-la – Gostaria de conversar com você a respeito de um dia extra de trabalho…
Oh, ela ficou preocupada. Alguma coisa dentro dela gritou para que ele não tivesse que chamá-la para trabalhar justamente no sábado que havia combinado com Sesshoumaru.
— Claro. Seria para quando?
— No sábado. – ele respondeu.
Alguma coisa nos olhos dela chamaram a atenção do chefe porque imediatamente ele perguntou:
— Não pode nesse dia?
— Hmm... Desculpe, Mushin-sama... – ela curvou-se num pedido de desculpas – Eu já tenho um compromisso no sábado. Poderia ser em outro?
— Ah... – ele moveu a mão como se quisesse apagar o que havia dito anteriormente – Tudo bem, tudo bem. É que reservaram um jantar no sábado e eu ia precisar de ajuda, mas não tem problema. Posso dar conta sozinho.
— Sem problema mesmo? – ela ainda estava preocupada.
— Nenhum. – ele coçou a barriga e depois a mão foi até o bolso do avental para tirar uma garrafinha de sake – É uma comemoração de família. Vou abrir o restaurante só pra eles.
— Oh... – ela murmurou – Espero que não seja trabalhoso fazer tudo sozinho...
— Não será. – ele a assegurou – Vou deixar você trabalhando agora e resolver algumas coisas lá dentro... Em uma hora eu retorno.
Dito isto, ele retornou para o corredor que levava ao interior da casa e ela foi para o caixa, começando já a preparar o livro do caixa, as notas, tudo o que precisaria fazer para atender os clientes do dia.
o-o-o-o-o
Sábado – Tokyo — Yokohama
Sesshoumaru estacionou o carro na rua onde Rin morava e saiu do carro, olhando para as horas no relógio no braço para ver se estava atrasado – não estava. Havia chegado bem a tempo para buscá-la para o passeio em Yokohama.
Tirou o celular do bolso para mandar uma mensagem apenas para avisar que já estava aguardando por ela.
Mas, um segundo antes de digitar o texto, ele a ouviu:
— Desculpe a demora, Sesshoumaru-sama.
Ao levantar a vista para vê-la, ele arregalou de leve os olhos e prendeu por um segundo a respiração: Rin estava de vestido rodado azul escuro que ia até abaixo dos joelhos e um casaco de tecido branco – as duas peças com bordados de flores apenas na barra. Também estava de salto um pouco maior do que os das sapatilhas do dia a dia. O longo cabelo negro estava preso num laço tão frouxo que dava a impressão que estava solto.
— Como estou? – segurando uma bolsa preta de alça curta, ela deu uma volta, fazendo a parte de baixo do vestido girar com o movimento – É a primeira vez que uso. Fiz no final do ano passado para a minha disciplina.
Rin parecia tão mais adulta... Quando eles se conheceram, ela era muito pequena e o cabelo não era tão longo... Ela prendia uma mecha lateral na época, mas acabou deixando de usar depois de algum tempo. O jeito de vestir mudou bastante também ao longo dos anos.
Sesshoumaru estendeu a mão e ela aceitou, sendo puxada para mais próximo dele. Ela riu, achando naturalmente divertido o que ele havia feito.
— Se tivesse me avisado que iria assim, eu teria preparado um passeio para mais longe.
Afastando o rosto, ela viu novamente aquela expressão tranquila que ele carregava desde que os conflitos com o pai haviam diminuído. De fato, poucas vezes ele comentou sobre o pai ou como estava a saúde dele – o que o forçou a ficar meses fora.
— Vamos? – ela entrelaçou os dedos – Podemos planejar um final de semana em outra cidade, que tal?
— Para a sua cidade, por exemplo? – ele perguntou – Um lugar com praia?
O sorriso dela desapareceu por segundos e retornou hesitante, o que não passou despercebido por ele.
— Poderíamos visitar aquele onsen de novo. – ela sugeriu – Ou visitar Shizuoka ou Nagoya. Acho que seria muito divertido.
Tão rápido quanto o sorriso hesitante, ele esqueceu de perguntar o motivo de ela parecer não gostar da sugestão de visitar Kashima nem que fosse por um dia.
— Ou Osaka. – ela continuou – Dizem que lá é muito romântico. E fica perto de onde Ayumi-chan vai morar, então eu poderia visitá-la também, né?
Deixando aquele pensamento de lado, ele concordou com um "sim" quase automático antes de entrarem no carro.
o-o-o-o-o
A região do porto de Yokohama, com shoppings e restaurantes, estava lotada no sábado de manhã – pais com as crianças e casais apaixonados circulavam na extensa área de compras ou escolhiam um lugar para comer.
Já Rin e Sesshoumaru estavam sentados em um dos bancos disponíveis para o público apreciar o pôr-do-sol na área descoberta do segundo andar. Mesmo não sendo o horário, eles ocupavam o lugar para dar tempo de Rin terminar o sorvete de melão que ela tanto gostava.
— E o que você queria falar comigo sobre o seu curso? – ele perguntou de repente ao lembrar-se do que ela havia falado em um telefonema.
Rin parou por um segundo e franziu a testa para refletir sobre como contar sobre a situação dela.
Talvez seja melhor não envolver Sesshoumaru nisso..., ela pensou. Ele já tem outras preocupações agora.
— Pensei que talvez seja melhor ficar um ano trabalhando pra conseguir experiência pras provas práticas... – ela desviou o olhar para a baía para não ter que encará-lo – Depois posso entrar no Insituto de Moda... Muita gente da minha turma quer cursar lá.
— E é isso mesmo o que você quer fazer? – ele perguntou.
Deixando de olhar para a água, ela voltou-se para ele.
Ele provavelmente já pagou todas as taxas da universidade pelos próximos quatro anos, concluiu. Não tinha inveja da situação dele. De certa maneira, sentia-se feliz por ele não ter a mesma preocupação que ela tinha no momento.
— Sim. – ela confirmou com um sorriso – Vai ser melhor assim por enquanto.
— Mas você vai cursar, né?
Rin franziu a testa, estranhando o tom de dúvida na voz dele.
— Sim. – ela confirmou – Eu vou cursar.
Sesshoumaru não tirou os olhos dela.
— O que foi? – ela notou que a dúvida continuava ali no rosto dele.
— Você veio para Tokyo por causa disso. Achei que ia entrar direto no curso de moda depois de se formar na nossa escola.
Rin tocou carinhosamente o rosto dele.
— Você vai me prometer que será só um ano trabalhando antes de entrar na faculdade de moda.
O sorriso de Rin alargou.
— Eu prometo sim.
o-o-o-o-o
Na terça-feira da semana seguinte, Rin estava novamente na biblioteca organizando o jantar de sábado, fazendo a lista de produtos que precisava comprar para fazer o jantar para Sesshoumaru, uma pequena comemoração pela formatura dele, já que ele não teve por estar longe. Era o momento que ela tinha escolhido para mostrar o quimono que havia feito com o tecido que ele comprou.
O celular indicou o recebimento de uma mensagem dele, indicando que ele já estava indo para a folga do almoço. Rapidamente ela guardou as coisas e foi para uma área mais reservada do prédio, onde poderia conversar sem incomodar alguém.
— Rin. – ele atendeu ao primeiro toque.
— Oi... – ela começou – Como está hoje no trabalho?
— Não está muito bem... – ele começou e ela o imaginou fechando os olhos para não se aborrecer com alguma coisa – Vou precisar viajar este fim de semana para Hong Kong de novo.
Na linha, ela ficou em silêncio, sem palavras para expressar a frustração ao ouvir a notícia. Mais uma viagem para atrapalhar o plano de comemorar a formatura dele.
— Rin? – ele tentou.
— Desculpe... – ela pigarreou antes de continuar – Você vai passar quanto tempo fora desta vez?
— Apenas duas semanas. – ele respondeu com cuidado – Podemos nos ver antes da minha viagem? Você tem tempo livre na sexta?
De novo ela teve aquela estranha sensação ao ouvir o nome do lugar. Era a terceira vez em menos de um ano que ele tinha que viajar para o exterior.
— Rin? – ele a chamou de novo.
— Estou aqui. – ela começou – Fiquei pensando que estava preparando uma surpresa pra você agora e de novo vou ter que adiar.
— Que surpresa?
— Pela sua formatura... Lembra que eu falei sobre isso? – ela começou timidamente – Era um jantar. Eu ia comprar os ingredientes mais tarde.
Bem, não é mais tão surpresa agora..., ela pensou.
Um silêncio se fez e ela pressionou os lábios enquanto esperava a reação dele.
— Podemos fazer depois que eu retornar. Desta vez não será muito longo. Lembra que a primeira viagem foi também por esse período e passou rápido?
— Lembro sim... – ela parecia mais tranquila sobre adiar o jantar. Poderia falar também com Mushin sobre o que poderia preparar e ter mais tempo de organizar tudo – Vou conversar com o meu chefe sobre mudar o dia da semana pra nos vermos. Posso repor no sábado, já que você não estará aqui.
— Se ele não deixar, vou dar um jeito de passar as noites no seu apartamento durante a semana. – ele tentou negociar. – Posso passar no restaurante depois do seu trabalho e voltamos juntos de carro.
— Eu adorei a ideia... – ela sussurrou, lembrando-se depois do motivo de ele não passar mais as noites durante a semana com ela – Não vai ficar ruim pra você? É longe do seu trabalho.
— Depois conversamos sobre isso. – ele parou de falar por um momento e continuou – Preciso almoçar agora. Mais tarde eu ligo para saber sobre o que o seu chefe falou.
— Okay... – ela se sentia melhor graças às negociações que ele fazia, sempre pensando em como agradá-la mesmo quando não era de responsabilidade dele – Sinto sua falta aqui na escola.
— Seus colegas ainda estão destratando você? – ele quis saber.
— Não estão me destratando... – ela corrigiu – Acho que na verdade todo mundo está estressado e cuidando da própria vida, então quase ninguém conversa. É cada um por si.
Um alarme soou na linha e ele voltou a falar:
— Preciso desligar. Até mais tarde, Rin.
— Até mais tarde. Bom trabalho.
— Bom estudo.
Rin ouviu a ligação ser encerrada e olhou para o pequeno visor já sem iluminação, como se ainda pudesse ver o nome dele lá. Era uma forma de se distrair de coisas que a deixavam inquieta.
Mais uma viagem.
Mais uma vez aquela sensação ruim.
